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Passos N.129, Agosto 2011

RUBRICAS

Cartas

A FERIDA QUE QUEREMOS ESQUECER
Caro padre Carrón, esses dias recebi este e-mail de uma amiga “artista”: “É um belo anoitecer. A tarde anunciava uma chuva que não veio, o vento balançava as cortinas. Deixei a janela aberta. Tudo era tão ‘leve’. Nessas tardes penso sempre que, no fundo, isto é o bastante: a cor do céu, o cheiro do ar, as cortinas se mexendo, as paredes azuis parecendo uma continuação do céu. Um céu que na verdade não existe, oculto pelos muros dos edifícios. Um céu que existe apenas na imaginação deste quarto, que parece ter um sentido apenas nessas ocasiões, quando me dou conta de que o que me falta é olhar o céu. A luz é fraca e bate na escrivaninha, criando sombras oblíquas de meus dedos. Apago o cigarro e decido tirar a máscara que coloquei para mim mesma. Não é possível não saber o que quero. Esse momento perfeito não pode ser uma represa para meu próprio abismo. Quantas lágrimas mais precisarei chorar? Esqueça”. Pensei em quantas vezes eu também tento ansiosamente esquecer, colocando essa ferida de lado, como se não fosse nada. No dia anterior tinha participado, em Nápoles, no Sacro Cuore, da missa de um mês pelas almas de três jovens que morreram em um acidente. Muitos jovens estavam presentes para rezar pela memória dos três amigos mortos em uma trágica noite de verão. Também estavam os pais e vi o abraço de um deles em Tonino. Abraçou-o tão apertado que parecia não querer mais deixá-lo, como se dissesse: não me abandone. Não, esse “esqueça” não serve para esses pais, não pode ser remédio para uma ferida tão grande. Pensei em quantas vezes, diante da minha ferida, do meu questionamento, eu também tentei e tento repetir a mim mesmo esse “esqueça”. Mas o que me permite ser eu mesmo apesar do meu esquecimento? Um outro que me toma e me mantém consigo. Alguém que me diz: “Olhe. Não tenha medo. Estou com você”. Há alguns dias, as irmãs de clausura de Nocera, que contribuem com o Banco de Alimentos, nos pediram para encontrar suas coirmãs. Elas recebem Passos e uma delas, quando leu o livreto dos Exercícios, ficou muito tocada com o conteúdo. Marcamos um encontro para quinta-feira no final da tarde. Irmã Sabina nos esperava no portão. Acomodamo-nos no salão e ela nos contou sua história: “Eu tinha acabado de me formar em medicina, meu pai era médico. Tinha comprado uma casa. Tudo estava certo. Mas nada estava certo. Algo me faltava. Quer dizer, me faltava tudo. Embora tivesse aparentemente tudo o que uma pessoa pode desejar. Assim, um dia, vim rezar na capela deste convento. Deixei tudo, decidi a minha vocação, tinha encontrado tudo o que desejava. Eu também, normalmente experimento essa ferida, essa falta da qual fala padre Carrón. Mas, enquanto antes não sabia o que me faltava, agora sei. E rezo por isso. Agora, essa falta é como uma saudade. Porque eu sei o que me falta, melhor, eu sei Quem me falta: Jesus. Todos os dias, a oração é: vem, Jesus”. No final, pedi para irmã Sabina rezar por nós e pelo Movimento para que cada um de nós possa, dentro das circunstâncias da vida, descobrir e nomear esta falta.
Roberto, Salerno (Itália)

UM ANJO CHAMADO MIGUEL
Na manhã do dia 30 de junho acordei ao receber uma mensagem que dizia: “Hoje o céu recebeu mais um anjo, nosso Miguel”. Senti uma dor profunda que me doeu até os ossos, mas ao mesmo tempo uma certeza de que Ele se faz presente sempre. Miguel foi um anjo que Cristo enviou para passar um mês junto de nós. Um tempo muito intenso para todos, mas cheio de milagres. Ele nasceu com um problema no coração e logo teve que viajar para Belo Horizonte onde fez uma operação delicada. E para nós que ficamos aqui em São Lourenço o que podíamos fazer era pedir. Pedir para que Nossa Senhora cuidasse de tudo e que fosse feita a vontade do Pai. Durante todo o tempo de internação, recebíamos mensagens de seus pais, contando como Miguel estava. Para mim, cada frase lida era a certeza de um Bem, de algo tão grande que mal tinha palavras para me expressar, me sentia lá no hospital junto com eles. Nosso Anjinho fez com que eu e meus amigos da Escola de Comunidade ficássemos mais próximos, pois há algum tempo estávamos pensando em uma forma de estarmos mais juntos e nesse período foi bonito nos olharmos esquecendo-nos de nossos problemas e empenhados em rezar. Mas mesmo assim para mim, na minha prepotência, ainda era pouco, queria estar lá de fato com meus amigos, ser presença viva para eles, entretanto era razoável ajudá-los com o dinheiro em vez de gastar com a passagem. E eu continuei pedindo a Nossa Senhora e ela em sua infinita bondade me deu um presente: ao ouvir meu pedido, minha amiga Cristiane de Belo Horizonte foi mais que depressa encontrar com meus amigos, foi ser presença no meu lugar. Fiquei comovida em fazer parte dessa companhia, em que Cristo se mostra, de fato, contemporâneo a mim. Durante o sepultamento, olhar Miguel, um bebê lindo, diante da dor de seus pais e de todos que lá estavam, não era possível negar a beleza da fé que se mostrava diante dos meus olhos. Eu sentia uma gratidão profunda por Cristo, e a todo tempo pensava que “já não sou mais eu, mas és Tu que me fazes”. Diante disso o meu desejo é de ser cada dia mais fiel ao caminho que Cristo me chama a viver, com a certeza de que nosso anjo Miguel está ao lado de Nossa Senhora intercedendo por nós junto ao Pai.
Gabriela, São Lourenço (MG)

“A MELHOR FESTA DE 15 ANOS QUE JÁ FUI”
Há alguns meses, em um grupo de amigos de Brasília nasceu o desejo da caritativa, então, surgiu a proposta para visitar com certa frequência duas famílias que foram atendidas pela Creche Nossa Senhora Mães dos Homens e moram na região administrativa de Samambaia. Na primeira visita, a recepção e o acolhimento das famílias deixaram todos muito à vontade. Ao olharmos para as condições do lugar em que essas famílias habitam e ao ouvirmos histórias de vida dramáticas, um silêncio permeava a todos. Esse silêncio só foi rompido pela seguinte afirmação: “Apesar de todas as dificuldades, eu sou rica. Eu sou feliz. Deus está comigo”. Então, um dos nossos amigos disse: “Nós não temos como suprir todas as suas necessidades materiais, mas queremos ser seus amigos”. Nesse momento, vimos um sorriso no rosto de uma das mães e percebemos que essas pessoas lutam não somente para vencerem as dificuldades do cotidiano, mas para serem felizes. Ao final da visita, descobrimos que uma jovem que pertence a uma das famílias visitadas faria 15 anos no mês seguinte. Então, decidimos preparar uma festa simples, mas bonita para nossa debutante. A partir dessa decisão, pudemos ver a doação de um eu comovido, primeiramente, na nossa amiga Sâmia, que disponibilizou a sua casa para a realização da festa com grande gratuidade e afeição como se aquelas pessoas fossem da sua família. Depois, como cada um se doou para preparar ou organizar algum item da festa, desde os comes e bebes passando pela decoração, a seleção das músicas feita pelo grupo de colegiais, a compra dos presentes, até o dia num salão de beleza para a aniversariante e para a mãe arrumarem cabelo, maquiagem e unhas, custeado por amigas da Fraternidade. Todos se doaram com muita alegria e satisfação. No dia da festa, antes de começarmos a receber os convidados da aniversariante, a nossa amiga Ana Maria nos convidou para rezarmos uma Ave-Maria, ajudando-nos a fazer memória do por que e para quem estávamos fazendo a caritativa e por que nos encontrávamos, ali, para servir. Durante a festa, todos estavam atentos, disponíveis para conhecer os convidados da aniversariante, conversar com eles, servi-los. O mover-se com tudo e todos era uma exigência pela qual o coração gritava. Ao observar a emoção da mãe da aniversariante e o envolvimento de todos os nossos amigos para que essa família se sentisse amada, não podíamos negar que, ali, era o amor de Deus que nos amou antes. Por isso, ao final da festa, uma das nossas amigas pôde afirmar: “Esta foi a melhor festa de 15 anos que eu já fui”.
Fabíula, Brasília (DF)

A ACADEMIA, O PSICÓLOGO E O VAZIO INTERIOR
Minha prima veio de Nápoles para me visitar. É um tipo muito diferente de mim: 43 anos, usa salto agulha até em casa, vai à academia todos os dias. Na segunda-feira à noite, começou a chorar e disse: “Tenho um vazio dentro de mim, um buraco, uma falta. Eu faço terapia mas o vazio permanece... Fiz tudo errado!”. Eu, que só a vi quatro vezes na vida, disse: “Eu também experimento a mesma saudade que você!”. Ela imediatamente disse: “É isso, saudade é o termo exato! Saudade de uma presença!”. Usou literalmente essas palavras (não é de CL, nem vai à igreja). Eu a abracei e disse: “Você fez tudo certo! Mas não estamos sozinhas!”. Li para ela Leopardi e estes versos de Luzi: “De que falta é esta falta,/ coração,/ que num instante dela estou repleto?”. Ela respondeu: “Ninguém me descreveu tão bem”. Na noite seguinte, fomos jantar com minhas amigas. Contei sobre nossa conversa e cada uma falou de si. Na volta, minha prima comentou: “Eu me senti realmente acolhida, levada a sério. Mas o que me surpreendeu é que vocês estavam interessadas em mim para tentar entender mais vocês mesmas. Eu e minhas amigas nos encontramos no máximo para falar dos outros. Sinto vocês mais amigas do que minhas amigas”. E continuou: “Eu achava que me faltava um filho, mas vocês têm muitos e, no entanto, experimentam a mesma coisa. Eu achava que a questão era encontrar um homem, mas essa saudade permanece”. Depois, concluiu: “Gostaria de permanecer com você todos os dias”. Percebo a diferença radical entre ela e eu: a nossa saudade é muito diferente. Para ela, é ocasião para gritar: “Presença que tanto me faz falta, se existes, mostra-Te a mim!”. Para mim, há dois anos e meio, é ocasião privilegiada para mendigar: “Tu, que tomaste iniciativa em relação a mim, torna-me cada vez mais uma Única coisa Contigo”.
Cristina, Bergamo (Itália)

VITÓRIA DA VIDA
Com os meus 40 anos de padre, sinto-me sempre mais implicado no único grande milagre que invade a história: a morte e a ressurreição de Cristo. Estou trabalhando como padre missionário do PIME no município de Pirambu, no Estado de Sergipe, desde fevereiro de 2010. Tudo começou após a Páscoa do ano passado. Numa reunião do conselho paroquial decidimos dar início às bênçãos das casas. Então, toda quarta-feira vamos visitar as casas que aceitam receber a bênção do sacerdote e, à noite, saímos em procissão da matriz com a pequena imagem de Nossa Senhora de Lourdes e celebramos a Santa Missa nas ruas. Chegou a vez de uma pequena “vila”, onde fui bem recebido, como em todo lugar, talvez com um pouco de surpresa, pois, até então, nenhum sacerdote visitara sistematicamente as casas da cidade e, mais ainda, porque aquele era um beco de mulheres de má fama. Poucos dias depois desta bênção, a biomédica Dra. Nadja, em seu laboratório de análises clínicas, constatou uma gravidez: era Maria Vitória que pedia para chegar a este mundo lindo e dramático. L., a mãe de Maria Vitória, ao saber que estava grávida, ficou desesperada. Queria a todo custo matar a criança. Nadja insistiu comigo para que fosse falar com a jovem mulher de 27 anos. Pensem: aos doze anos L. foi viver com um rapaz de 16 anos, pai de seus primeiros dois filhos, um menino e uma menina. Agora ele está com 31 anos e está humanamente destruído. É alcoólatra e usuário de crack, embora de vez em quando consiga exercer sua atividade de pescador. L. ficou com ele durante oito anos, até que não suportou mais sofrer todo tipo de violência e se separou. Pouco depois, infelizmente, ela entrou na triste vida da prostituição, das drogas e de vários abortos. Desta vez, porém, o Senhor, morto pelos nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação, fez com que Maria Vitória estivesse entre nós e ela veio ao mundo no oitavo mês de gestação, por meio do parto cesáreo, no dia 15 de março e está forte, sadia e crescendo. Sem dúvida, Nossa Senhora de Lourdes se fez presente com toda a força da sua intercessão. Quando fui falar com L. e aconselhá-la para fazer um ato de fé na vida (“A vida não é obra nossa, vem de um Mistério maior, mais alto do que nós”), lembro que precisei ir à casa dela três vezes para encontrá-la. Apresentei-me desarmado, sem julgar, sem preconceitos, e confiante no sucesso de minha missão de dissuadi-la. Como minhas palavras poderiam contribuir para algo grandioso no meio de una situação desesperada? Existir, poder vir a existir, é o primeiro milagre, é tão grande! Entre o ser e o nada, por pequena que seja nossa existência, a diferença é infinita. Lembro-me bem de Dom Giussani falando disso. Aconselhei e animei L. a fim de que ela tivesse coragem e, sobretudo, a fé. Dizia-lhe: “A vida... é de Deus, vem de Deus. Leve à frente esta gravidez. Não se arrependerá”. Ela me respondia: “Será que vou conseguir amar esta criança? Com que recursos vou criá-la? Já tenho duas crianças para cuidar!”. Os vizinhos me disseram que ela continuava procurando abortar com garrafadas populares. Não tinha dinheiro para recorrer a clínicas clandestinas, como aquela vez quando o pai dela a mandou abortar e a levou a uma enfermeira aposentada, parteira, que em sua casa mantinha um quarto bem aparelhado como uma sala de parto moderna, com ultrassom e tudo. Esta mulher tirou dela um nenê de três meses, depois de matá-lo com uma longa agulha que enfiou no cérebro e no coração do bebezinho. Este foi o aborto que mais a impressionou e que a feriu. Mas o Deus da vida é mais forte. A gravidez de Maria Vitória continuou. Um dia encontrei L. em frente à minha casa. A barriga dela não aparecia muito. Pediu-me dinheiro para comprar um botijão de gás. Dei, mas quis mais tarde averiguar se era verdade e não fosse desculpa para comprar droga. Contou-me que fazia alguns dias que estava perdendo “água”. Chamei a Dra. Nadja para examiná-la e vimos que era necessário tomar precauções para a vida da criança não correr risco e conseguimos uma ambulância para que no dia seguinte fosse atendida em Aracaju, na maternidade de risco Nossa Senhora de Lourdes. Assim Maria Vitória chegou a este mundo. O irmãozinho dela por parte de mãe, lendo a certidão de nascimento, perguntou porque no dele havia um sobrenome e no da nenê, sua irmã mais nova, não tinha. A mãe respondeu: “Ela é Maria Vitória de Jesus”. Fiquei feliz em batizar Maria Vitória, no dia 31 de maio, festa da visitação de Nossa Senhora, a mulher bendita porque acreditou que iria acontecer com ela tudo o que o Senhor lhe prometeu. Naquele dia almoçamos todos juntos na casa paroquial com comida doada por amigos do melhor restaurante da paróquia. Agora o milagre vai crescendo: L. deseja iniciar uma vida nova, tocada que foi pelo dom da filha ter vindo a este mundo sem defeitos e pela caridade de tantos. Por isso, decidiu mudar de cidade e, de minha parte, estou procurando acompanhar estes primeiros meses da pequenina, para a mãe não voltar a se prostituir e a usar drogas. As dificuldades e tentações são tantas como em todo lugar, mas não custa pedirmos juntos que o milagre continue e o Bom Pai do céu complete a obra que começou. Maria Vitória, obrigado por estar entre nós!
Padre João Giomo, Pirambu (SE)

UMA CENTELHA QUE NASCE
Nunca me senti tão feliz e em paz comigo mesma. Na primeira noite que fui à Escola de Comunidade, pensei: “Mas, que língua estão falando? É muito difícil!”. Aos poucos entrei em contato com o assunto, li e reli, estudei e tentei aprender a linguagem. Carrón é grandioso! Ele tem sua maneira brusca de tratar as pessoas, que nem sempre aprovo, mas funciona, porque é como ter alguém diante de nós que nos sacode para que comecemos a raciocinar. Depois do terceiro encontro, nasceu em mim uma centelha que me fez olhar em volta e querer mais. Fui despertada da minha preguiça, da minha postura de passar pelas coisas sem muitas vezes me colocar, mesmo quando não concordo, e não quero mais me contentar com qualquer coisa. Agora sou mais direta ao demonstrar o que gosto e o que não gosto. Sinto uma grande satisfação porque pela primeira vez na minha vida, sinto-me amada por Alguém.
Sabrina, Milão (Itália)

COMO A SIMÃO: “TU ME AMAS?”
Na reunião de Encontro e Presença (associação que trabalha nas prisões, nascida dentro da experiência do Movimento), dos cem voluntários, só dez estavam presentes. Depois das primeiras recriminações nasce a pergunta sobre o porquê vale a pena estar ali. Foi isso o que escreveu uma amiga.
Oi, Emanuele, a razão pela qual eu vim ontem é que desde o dia 15 de janeiro (quando comecei a ir à penitenciária), todas as vezes que vou e todas as vezes que estou com vocês, volto para casa mais contente, como se tivesse ganho um pedaço de mim mesma. Quero que o ânimo que estou vivendo nessa experiência se expanda para toda a minha vida. Se parto de mim e do reconhecimento do valor que essa experiência está tendo na minha vida, as objeções não se mantêm e o cansaço se torna o sal que me faz saborear ainda mais o gosto de tudo. Diante desse reconhecimento, até a preocupação por aqueles que não foram à reunião não se torna objeção, porque onde dois se reúnem em Seu nome, Ele está presente. Acho que não devemos nos esquecer de que é a nossa liberdade que responde. Tanto a minha, quanto a de quem não compareceu. Ele nos ama tanto e nos leva tão a sério que nos fez livres em vez de ficar medindo o interesse e a resposta que damos. No livro É possível viver assim? está escrito: “Não cultivamos projetos de perfeição, mas olhamos Cristo no rosto”. Durante mais de dois anos não entendi nada dessa frase porque eu parei na primeira parte: “Não cultivamos projetos de perfeição”. Porém, duas semanas atrás, depois de ir à penitenciária, voltei para casa e peguei aquele livro porque senti a necessidade de fazer isso depois do que veio à tona na conversa com Luigi. Reli aquela frase e desta vez, o que me tocou foi: “Olhamos Cristo no rosto”. Ele não perguntou a Simão: “O que você fez por mim hoje? Em quantos vocês estavam?”. Mas: “Tu me amas?”. Pergunta a cada um de nós, mil vezes por dia, todos os dias. Eu, ontem à noite, por graça, pela milésima vez no dia, respondi que sim, vindo à reunião. Nossa amizade deve ser uma ajuda para reconhecê-Lo enquanto nos pergunta: “Tu me amas?”. E a resposta, cada um de nós a dá.
Laura, Milão (Itália)

 
 

Credits / © Sociedade Litterae Communionis Av. Nª Sra de Copacabana 420, Sbl 208, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
© Fraternità di Comunione e Liberazione para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón

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