Uma plenária cheia e bem variada: crianças, jovens, adultos, idosos, homens, mulheres, italianos e brasileiros. Uma mesa com autoridades políticas, religiosas, diplomáticas, culturais e, no centro, uma senhora simples e visivelmente envergonhada e comovida: nossa querida Rosetta – a grande homenageada da noite!
Um clima de festa e alegria que fez de um ambiente burocrático e frio uma grande família. Incrivelmente todos se conheciam, se olhavam, se abraçavam e reconheciam naquela pessoa uma Presença que movia e comovia a cada um. Muitas vezes a solenidade dava lugar à contemplação onde cada um podia se ver dentro de uma história. Reconhecer-se dentro de um povo. Impossível não reconhecer que fomos profundamente agraciados pelo encontro com Rosa. Como dizia a consulesa Aurora Russi “Rosa não seria a mesma se não estivesse em Belo Horizonte e Belo Horizonte não seria a mesma se aqui não estivesse a Rosa”.
Era visível nos olhos de cada um esse Maravilhamento: “Se não tivesse encontrado a Rosa, que rumo minha vida teria tomado?” dizia uma mãe no vídeo passado em plenária sobre as Obras Educativas Padre Giussani. E, ao vê-la afirmar que o “significado da Obra é tornar visível a Presença de Deus”, mais uma vez nos ensinava a olhar. Tanto que essa afirmação foi feita também pelo vereador Silvinho Rezende, autor da proposta da cidadania honorária à Câmara Municipal de Belo Horizonte: “Ali era visível a Presença de Deus” – referindo-se ao que via vibrar nas pessoas.
Era uma terça-feira à noite, dia 7 de outubro. A maioria trabalhava cedo no outro dia, morava longe, já era o final de uma jornada de trabalho intensa. E ninguém queria ir embora! Era uma alegria pelo encontro feito há anos ou poucos dias, mas a comoção era intensa igualmente.
Rosa testemunha com sua vida uma história de um encontro que mudou – e que muda! – o mundo. E mesmo muitos que não professam nenhuma fé, ficam fascinados por ela. E, ela, imediatamente corrige: “Não sou eu, é um Outro”.
Outro fato que talvez nem todos notaram, foi que sua homenagem feita após uma “Rossa Sera” (noite vermelha; título de uma canção dedicada aos amigos missionários que deixaram a Itália para vir ao Brasil), foi também celebrada no céu, com uma belíssima “Rossa Luna” (lua vermelha). Certamente seus amigos, do céu, quiseram participar da homenagem.
Credits /
© Sociedade Litterae Communionis Av. Nª Sra de Copacabana 420, Sbl 208, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
© Fraternità di Comunione e Liberazione para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón