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ARTE

"A Nossa Cruz de Cada Dia"

por Alessandra Cruz
06/03/2015 - Exposição de crucifixos na Catedral do Rio inclui peças raras e de diferentes culturas
O possível crucifixo do padre Anchieta.
O possível crucifixo do padre Anchieta.

Até 25 de março, de segunda a sábado, das 7 da manhã às 17 horas, o Centro Loyola de Fé e Cultura PUC-Rio e a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro promovem a exposição "A Nossa Cruz de Cada Dia", na Catedral Metropolitana. A mostra reúne mais de 150 peças da coleção particular do padre José Maria Fernandes, SJ, que inclui desde o fragmento de uma cruz em pedra, do século XII, vinda de Jerusalém, até um crucifixo encontrado em uma urna, dentro de uma parede, durante obras no Pateo do Collegio, em São Paulo. Acredita-se que a peça, do século XVI, possa ter sido manuseada pelo padre Anchieta, canonizado em abril do ano passado.
A exposição está dividida em 18 módulos e convida os visitantes a conhecerem crucifixos confeccionados por artistas e artesãos de diferentes partes do Brasil e do mundo. Padre Fernandes coleciona crucifixos há muitos anos. Segundo ele, esses são objetos que solicitam ser colecionados sem que a gente perceba: “Ninguém planeja fazer uma coleção, ela simplesmente nasce. Um dia a pessoa nota que já tem muitas peças. Foi assim com as cruzes. Algumas foram compradas, outras foram presentes, trocas, doações”, comenta.
Muitas peças expostas foram produzidas no Brasil e apresentam traços regionais, como as fitas coloridas de uma cruz trazida de Pernambuco, a cerâmica de Minas Gerais e as sementes da Amazônia. No giro pelos países, há espaço para origami do Japão, a prata peruana e até metais mais preciosos de países da Europa. Outros destaques são as cruzes de diferentes tipos, como a cruz ortodoxa grega, a cruz etíope e a cruz copta, e ainda peças de uma via-sacra do século XVIII. “Algumas cruzes são bem elaboradas, outras são de extrema simplicidade. O que interessa é perceber a grande diversidade criativa com que são confeccionadas”, destaca padre Fernandes. Do Rio de Janeiro, há uma cruz em papel marchê confecionada por uma criança com síndrome de down.
A exposição A Nossa Cruz de Cada Dia foi marcada para o período da Quaresma como um convite à oração e reflexão sobre o sacrifício de Jesus. A Catedral Metropolitana de São Sebastião abre diariamente, das 7h às 17h, e fica na Avenida Chile, no Centro da Cidade. A entrada é franca.

Curiosidades sobre a cruz
A cruz foi adotada pelo cristianismo alguns séculos após o evento pascal, pois até então era considerada um símbolo maldito. Como instrumento de tortura e condenação, a cruz era usada por muitas culturas, entre elas o Império Romano que, bem antes de Cristo, já castigava rebeldes com a crucificação. Desde o Norte da Europa até a parte central da África, em alguns países do Oriente e em ilhas do Pacífico encontram-se indícios de crucificações antes do cristianismo. Hoje, são vários os tipos de cruzes espalhadas pelas culturas, entre elas podemos citar: Cruz de Malta, Cruz Galega, Cruz Gamada, Cruz Grega, Tau; Cruz de Jerusalém, Cruz dos Cruzados, Cruz Etíope, Cruz Ortodoxa e Cruz Missionária.

Serviço
Exposição "A Nossa Cruz de Cada Dia"
Local: Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, Av. Chile, 245
Horário: De segunda a sábado, das 7 às 17 horas.
Entrada Franca

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© Fraternità di Comunione e Liberazione para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón

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